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riscos_e_rabiscos

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Súplica

 
 
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
 
                                                                                     Miguel Torga
 
(Em jeito de homenagem no centenário do nascimento do poeta)
 

Como? Whar? Comment?

 Não resisti a colocar aqui uma situação sui generis que ouvi toujours. Aqui na city where eu vivo, não é muito comum encontrar tourists ou emmigrants,
principalmente aqui neste place. Probably no centro da city, nesta altura do year, encontremos some. A city não tem propriamente historical monuments que despertem o interest. Nevertheless, não significa que não hajam alguns emmigrants por aqui escondidos.
Today cruzei-me com une famille. Ia a minha casa water the plants – antes que elas morram e o N. me mate nextwhen je ouvi o seguinte:
 
- Tony, “dá-me” la main.
 
Continuei a descer a street a ouvir uma grande espanholada atrás de mim, ao mesmo tempo que pensava sur aquilo. Achei strange mas não conseguia perceber porquois.
Fiat Lux! Fez-se luz na minha pobre molécula fried e cansada! É que os meus ouvidos não estão habituados àquelas words.  
After, a information foi processada no meu brain e lá percebi que after all não era nada mais, nada menos do que une famille de “avecs”.
This lembrou-me a story do cousin R., passada na praia: “Jean Michel tu vas tomber! Eu não te disse que ias cair f*d*p*?!?” Pérolas dos nossos dears “avecs”!
 
Pardon my French” pelos erros que possa ter dado no franciú. Já aprendi no século passado. O Inglês é a minha “segunda” língua e há dias em que pareço uma “avec” a misturar inglês e português sem dar por nada. Am I going insane? Hummm…

Desejos Sonhados

    Beija-me as mãos, Amor,
    devagarinho…
    Como se os dois
    nascêssemos irmãos,
    Aves cantando, ao sol,
    No mesmo ninho…
 
    Beija-mas bem!...
    Que fantasia louca
    Guardar assim, fechados,
    nestas mãos,
    Os beijos que sonhei
    Prá minha boca!...
 
 
                             In “Amiga”, Florbela Espanca

Ela Volta a Atacar!!!

Ela actua ao nível da cabeça e provoca vários graus de dor. Os motivos que a levam a atacar são desconhecidos e variam de pessoa para pessoa.
 
Ela pode surpreender-nos quando estamos nervosos, inalamos algum cheiro forte, estamos com fome, expostos a tensão, ou desidratados, ou temos uma alergia alimentar.
 
As consequências do seu ataque interferem, quase sempre, com as nossas actividades pessoais e profissionais.
 
Algumas vezes apresenta aura e outras não. As auras são de natureza tipicamente visual: arco de luzes cintilantes, formas geométricas, etc. Também é comum incluir uma sensação de adormecimento ao longo de um lado da face, mão ou braço, e sensações olfactivas desagradáveis.
 
A mim, provoca-me náuseas, assim como fotofobia (intolerância à luz) ou fonofobia (intolerância ao ruído),
A melhor maneira de me defender dela, é deitar-me, colocar tudo às escuras, eliminar ruídos e cheiros para ver se ela vai embora sem me atacar e, se me atacar, desaparecer mais rapidamente.
 
Hoje atacou-me e ainda não me largou. As estratégias não funcionaram. Já havia algum tempo que ela não aparecia pois ela faz-me companhia constantemente. Deve ter tido saudades.
 
Maldita enxaqueca!!!

 

O Dia Mais Importante do Ano

“Um nascimento representa o princípio de todo - é o milagre do presente e a esperança do futuro.”
 
Fez ontem alguns anos que nasceu uma menina às 12.15, no hospital de Santa Maria. O seu nascimento foi de muita alegria e felicidade para os pais.
 
Nasceu num dia do mês cuja simbologia apontava para um futuro perfeito, composto por ciclos cheio de mudanças e renovações positivas.
Até os dois primeiros nomes que lhe atribuíram tinham um significado curioso: amiga do canto e escolhida por Deus.
Teve a infância feliz a que todas as crianças têm direito. Levava os dias a brincar com as suas amigas, ensaiando, com as suas bonecas, cenas imaginárias de uma vida futura, andava de bicicleta e devorava todos os livros com que se deparasse.
Adorava a escola e era uma excelente aluna. As férias para ela eram um drama.
 
 
Os pontapés da vida fazem-nos crescer e aprender ou, pelo menos, dão-nos instrumentos que nos permitem ficar alerta para não cairmos no mesmo erro duas vezes. A mim, aqueles, arrasam-me, afundam-me mas a minha força motriz interior, lentamente, faz-me erguer novamente a cabeça e dizer: ”estou pronta para outra!”
 
Hoje deveria ter sido um dia muito alegre mas não o foi, pelo menos em parte. As pessoas que são importantes para mim não me esqueceram e todas tiveram um voto sincero para me desejar. Apenas foi ensombrado pelo facto do N. não ter passado o dia comigo e nem sequer vir no próximo fim de semana, de novo.
Há dias assim…
 
Mais um ano se passou, mais dificuldades foram ultrapassadas e outras acrescentadas. É tempo de reflexão, de escolhas e opções, de luta e conquista. Há que definir novos objectivos e traçar caminhos. Há que ir à luta para superar aqueles obstáculos que teimam em manter-se no nosso caminho, independentemente das estratégias que utilizemos.
A vida é composta por isto mesmo.
 
 
Áqueles que também fazem anos hoje, os meus parabéns e votos de muita felicidade e sorte na vossa vida.
 
P.S. – Este post deveria ter sido colocado ontem mas não o fiz devido à hora tardia que regressei a casa. No entanto, não quis deixar de fazer uma reflexão muito sucinta do dia, que para alguns não tem importância nenhuma, mas para mim é o dia mais importante do ano.

The Big News…

Mais um dia de férias passado calmamente, sem sobressaltos.
Acordei um cadinho enervada e de mau-humor. Devia ser o meu sexto sentido a alertar-me para a big news que eu iria receber da parte da tarde…
Comecei o dia saindo de casa para ir tomar o meu pequeno almoço e beber um café (ou melhor, um descafé) revigorante e aromático. Não resisti… tive que mandar vir um… estava a olhar para mim… e quando olham assim para mim, não resisto!!! Claro que estou a falar do meu folhadinho de salsicha, que hoje estava especialmente saboroso. Pensei para mim mesma : ”tens de te deixar destas coisas…” Mas ainda não foi hoje.
 
Estava eu a saborear cada migalhinha do meu folhadinho quando, subitamente, toca o meu telemóvel. Era a minha mãe:
- Ainda estás no café?
- Sim – respondo eu com a boca cheia. Já sei que não se fala com a boca cheia, é falta de educação, mas tinha que responder à minha mãe.
- Então não saias daí. Vou aí ter com a vizinha S.
. Ok (chefa) - pensei eu.
 
Lá esperei por elas. A minha mãe parece um foguete a andar, ninguém a consegue acompanhar mas desta vez vinha de marcha lenta pois a minha vizinha anda devagarinho. Estávamos nós em amena cavaqueira quando alguém colou o nariz ao vidro da montra. Era o marido dela, que é muito boa pessoa mas um cadinho chatinho.
Não lhe dá descanso, quer saber tudo: os passos que ela dá, quem é que viu, do que é que falou, monopoliza as conversas e não ajuda em nada (de resto, esta característica é comum à maioria dos homens).
Ela estava pior que estragada pois a sua “liberdade” é feita destes escapes com a minha mãe.
Eu não quero falar mal dos homens mas os espécimes que me rodeiam são tão “imperfeitinhos”… depois tenho que dizer as verdades! :P
 
Da parte da tarde tive aquele telefonema muito esperado e nada ansiado – a marcação da cirurgia.
Já não é só uma expectativa mas sim uma realidade quase consumada. Mas não vou falar disso agora, a partir de 2ª feira os nervos entram em acção. Glup!
 
Finalmente, acabei a porcaria do preenchimento dos horários dos concurso de docentes. Grande seca. Fiz copy/paste. Afinal para que é que me vou estar a preocupar muito e a matar a cabeça para organizar tudo muito bem? Não vai dar em nada…
Soube que a P. - que tem uma carreira de 10 anos sendo sempre colocada em bons horários- não iria concorrer. Porquê, perguntam vocês. Não faço ideia. Sei que ela anda bastante perturbada da molécula mas assim TANTO?!?!? Fiat lux naquela cabecinha que está numa escuridão densa e impenetrável.
Quer dizer, sejamos honestos, os colegas do grupo disciplinar dela agradecem encarecidamente e regozijam-se de contentamento. É que as coisas estão do piorio e uma vaga livre é sempre bem vinda.
 
Foi-me tirado mais um peso dos ombros. A minha amiga S. ligou-me hoje. Ela tem andado tão tristinha que eu nem tenho coragem de lhe ligar pois sei que ela nem tem vontade de falar com ninguém. Então dia sim, dia não lá vou mandando SMS a que ela responde passados dias. E é este estado de desânimo que me preocupa. Mas infelizmente não posso ajudar muito pois estas coisas do coração levam o seu tempo a passar e somos nós que as temos de resolver connosco mesmos.
Fiquei a saber que continua na mesma mas não adiantou grandes pormenores. Amanhã vamos jantar juntas e levo um saca-rolhas para ver o que lhe consigo fazer desabafar.
 
Amanhã é DIA D… Vamos lá ver quem é que descobre o que é este dia. Quem descobrir recebe um doce!
 
See You!

 

I Think I'm Allergic To... Weather!!!

Hoje acordei aflita da minha alergia. Parecia que tinha engolido todos os gatos da freguesia e arredores. Era só chiadeira ou pieira ou outra coisa qualquer terminada em –eira… Vá lá não serem os espirros incessáveis! Já não aguentava mais estar na cama porque tinha dificuldade em respirar. Então, tomei uma decisão: vou levantar-me e vou tomar o pequeno-almoço ao café.

 

Levantei-me (antes das 9 da manhã ao domingo, dói!), arranjei-me e lá fui eu. Pedi o meu descafeinado do costume e um folhadinho de salsicha que ali são óptimos.

Dois dedos de conversa com quem ali estava tão cedo e depois voltei a casa.

Tomei a minha medicação para a alergia e como não sabia o que havia de fazer, até porque o céu nublado apelava ao dolce fare niente, resolvi pegar nas planificações que tenho para fazer. Vejam lá vocês… a uma manhã de domingo!

 

Mas às tantas, os anti-histamínicos apoderaram-se de mim e lá veio aquela soneira fatal. Parece que levamos uma traulitada na cabeça e nos puseram fita-cola nas pálpebras. Acabei por me mandar, novamente, para cima da minha caminha, ter uma conversa particular com a minha almofada e adormecer. Foi mais forte do que eu.

 

Tenho estado meia zombie todo o dia. Parece que estou com uma grande ressaca em cima: uma soneira tremenda e aquela secura terrível. Já devo ter bebido o Tejo todo e mais um bocadinho do Guadiana… LOOL! Grande bebedeira…

 

E este tempo nublado é fatal. Tanto para nos dar moleza como para a minha alergia em particular. Acabei por andar, o dia todo, sempre estiraçada em cima da cama a fazer zapping, ou a dormitar, ou então a arrastar-me pela casa. Está toda a gente de férias, o N. não veio e a programação da nossa televisão é um mimo. É só filmes repetidos ou sem qualquer graça e até a Tv Cabo anda muito desinteressante… Acho que vou reclamar para lá e dizer que vou deixar de pagar se não melhorarem a programação. Ora bolas! A malta não tem culpa de estar à espera de ser operada e não poder ir para lado nenhum… E ainda temos que pagar a má programação da Tv Cabo cujo objectivo é entreter-nos?!?!? GRRRRR…

 

Tenho dito! :PPP

Alentejo, terra de calor e memórias

Hoje andei a arrumar umas fotos e aproveitei para as rever.

Eram fotos de há alguns anos atrás tiradas no Alentejo, mais precisamente na terra da minha mãe. Acabaram por me vir à memória algumas férias da minha infância e juventude, que aí foram passadas em casa das minhas tias (eu nunca lá tive casa).

 

Era mais habitual eu ficar na casa da minha tia Ganhão cuja casa fica mais no centro da aldeia, mais precisamente ao pé da igreja. Quando eu era miúda, ela tinha uma “venda”. Lembro-me de ela me dar montes de gelados de água e de eu andar a brincar com as medidas de madeira para o feijão, grão, etc. Lembro-me também do meu tio Zé matar as galinhas que tinha no aviário no quintal. Eu não achava piada nenhuma àquilo. Havia também um fumeiro e eu adorava ajudar a fazer chouriços. Ehehehe!

 

Quando ficava na casa da minha tia Torradinha – casa que tinha sido dos meus bisavós -, que ficava situada numa ponta da aldeia, ela fazia sempre um bolo de leite espectacular. Herdei a receita dela mas o sabor não é o mesmo. Os ingredientes não têm a mesma origem.

Todos os dias de manhã, havia figos fresquinhos para comer pois o meu tio António ia buscá-los ao seu terreno.

Era uma casa enorme com uma chaminé gigantesca onde nos sentávamos ao fresco ou à braseira, com cavalariças onde viviam as mulas e com um quintal enorme cheio de rosas de chá e cujo muro era constituído por uma pedra antiquíssima e valiosa.

 

Foi aqui também que  me estreei com uma infestação de piolhos. Era véspera da festa da terra e a minha mãe foi pentear-me e fazer-me tranças. Ela ia morrendo com a piolheira que havia na minha cabeça. Foi esfregada, penteada e sei lá mais o quê. Só faltou colocar insecticida ou arrancar-me os cabelos. Mas a verdade seja dita: não restou um piolho para contar a história. :P

 

Lembro-me de um ano, em que também lá fomos em época de festa, termos ficado eu e a minha prima B., que tinha levado uma amiga, na casa da minha tia Torradinha. Dormimos todas no mesmo quarto e durante a noite ouvimos uns barulhos estranhos no tecto. Claro que pensámos logo que seriam fantasmas e coisas do género, principalmente porque nunca se ia ao quarto que havia no 1º andar e que servia para guardar géneros alimentares. Gritámos pelas nossas mães cheias de medo. Foi-nos dito que “eram os miúdos a atirar pedras ao telhado”. Ficámos mais ou menos convencidas e ferrámos a dormir. No dia seguinte, a minha mãe disse-me que tinham sido ratos a passear pelo telhado. Arg!

 

Muitas outras histórias há para contar, desde a da “entopeia” à da panela de pressão que estourou ou ainda as de quando era teenager, vivenciadas por mim e pela minha amiga S.. Um dia destes regresso ao tema do Alentejo e conto mais umas histórias.

 

Hoje apeteceu-me por em evidência a minha costela alentejana. Quem me conhece sabe que eu gosto muito do Alentejo, sabe-se lá porquê…! ;)

                                                                                  

P.S. - Só hoje consegui colocar uma imagem. Problemas sapianos... :P.

Legenda: Igreja da terra da minha mãe cujo interior é decorado com frescos. Seria um gáudio para os nosso olhos se não os tivessem caiado e nalgumas partes coberto com cimento. Mas não entrem em pânico: estão a tentar restaurá-la.

Para além deste ex-libris, existem apenas mais dois: a escola primária e o depósito da água, sendo este a construção mais alta da aldeia pelo que é conhecido popularmente como o castelo da aldeia. :)

 

Onde nós viémos parar...!

 

                                   

 

 

Pois é, que os professores são o bode expiatório e o bobo da corte do Ministério da Educação, já vai para alguns anos, já todos demos por isso.

Concursos estúpidos, reformulações de estatutos de carreira inenarráveis e situações de trabalho completamente diabólicas.

 

Dia 1 começou mais uma fase do tão famoso Concurso de Docentes. E mais uma vez os professores foram motivo de notícia na nossa imprensa. Qual o motivo? O tão famoso Professor titular. E lá começaram as situações anacrónicas, injustas e estúpidas.

 

Prevê-se que este ano lectivo cerca de 20 mil professores poderão ficar com horários zero em Setembro, ou seja, serão colocados, irão ganhar um ordenado mas não têm horas lectivas para leccionar. São encarregues de fazer “qualquer coisinha” que os Conselhos executivos têm de inventar, nem que seja descascar batatas!!!

Já não falando nos 5.000 professores contratados, este ano lectivo, e cujo contrato termina a 31 de Agosto. No dia 1 de Setembro há a corrida louca ao subsídio de desemprego.

 

Sou professora há 11 anos e, dessa altura para cá, os professores têm vindo a ser abandalhados, desrespeitados e ignorados quer por alunos e encarregados de educação, quer pelo próprio Ministério da Educação, que era quem devia dar o exemplo.

Quando comecei a leccionar nem em sonhos poderíamos prever que a nossa situação e estatuto pudesse chegar ao ponto em que está.

Os alunos eram bem diferentes, tinham mais respeito, eram diferentes…

 

O ensino entrou no caos, no abandalhamento. É avaliar os alunos pelas fasquias mais baixas – e ai de quem não o fizer, coitadinhos dos meninos! -, é o facilitismo, o medo dos alunos problemáticos, a violência nas escolas.

Só para terem uma ideia, há 3 anos tive uma turma de 9º ano cujos alunos parecem ter sido escolhidos a dedo. Desde o aluno com graves problemas psiquiátricos, ao alcoólico, ao drogado e às meninas que se “enrolam” com todos.

Todos nós temos problemas e os professores devem ajudar os seus alunos. Mas a directora de turma “obrigou-nos” a dar notas aos meninos para passarem todos, pois ela tinha medo deles. Sempre que havia problemas com os meninos, ela não actuava. Ao ponto de haver uma colega minha que se sentir mal ao dar aulas a essa turma, mais do que uma vez, devido ao estado de nervos em que eles nos conseguiam fazer atingir.

Eu, por acaso, não tive grande razão de queixa deles mas também passei um ano lectivo inteiro com rédea muito curta.

 

Ninguém os queria levar a passear a lado nenhum, inclusivamente a tal Directora de turma, mas como eu não tenho por hábito descriminar os meus alunos (para mim são todos iguais), eu defendi que os miúdos teriam de ir também. Lá fui eu e a prof. de Português a acompanhá-los sempre que foi preciso. E devo dizer que eles se portaram bem.

E no final do ano lectivo eles reconheceram que as únicas “storas” que,  apesar dos pesares, tinham sido amigas deles fui eu e a prof. de Português.

 

Só quem é professor é que pode avaliar o que é dar aulas a alunos problemáticos: há que compreendê-los, desenvolver mil e uma estratégias para os motivar, incentivar e encorajar. E muuuito reforço positivo.

E repare-se que estes problemas não existem só a partir do 2º ciclo. Acontece também no 1º ciclo, o que para mim é gritante. O mais grave é que as escolas do 1º ciclo não têm muitas estratégias para lidar com esses problemas e se a Coordenadora da escola não tiver pulso, a escola transforma-se num inferno.

 

Mais uma vez tenho de voltar a preencher a grelha da preferência das escolas em que não me importo – ou melhor dizendo, em que todos nós queremos ter colocação desesperadamente – de leccionar. O pior é que coloco escolas de norte a sul mas não há lugar para mim no ensino público. Má escolha de curso. Quem me mandou a mim seguir o coração e fazer o curso que eu mais gostava? Era nesta altura que eu devia ter seguido a razão e não o coração… Agora já é tarde.

 

No entanto, há um lugarzinho (sim porque é mesmo um horário minúsculo) à minha espera num colégio particular. Depois logo vos darei conta desta novidade, quando as férias acabarem.

O facto de enviar CVs para tudo quanto é escola acaba por dar alguns frutos. A minha experiência e formação é grande e diversificada e agrada a muitos. É pena é não haver lugar para mim…!

Ai a minha vidinha…!

Lá volto eu aos relatos da minha vida rotineira mas desta vez em férias…

Como todos sabemos, estamos em época de férias, portanto está tudo de férias. Só falta mesmo começarem a fechar as lojas e os cafés aqui das redondezas para ficar tudo morto efectivamente.

 

Hoje comecei o meu dia a fazer exames médicos: uma mamografia e uma ecografia pélvica. É impressionante como a incompetência e desatenção existe em todo o lado e depois quem se trama é o Zé Povinho, pois quem haveria mais de ser?!

Na marcação dos exames, é-nos dado um papelinho com a preparação que tem de ser feita. No meu dizia “fazer um microlax 2 horas antes”. Achei estranho mas não tive outro remédio.

 

Primeiro, fui chamada para fazer a mamografia, que foi rápida e em seguida, foi a vez das ecografias mamária e pélvica. De repente, diz-me a doutora que me estava a fazer o exame, após ter colocado o aparelho da eco na minha barriga “tem a bexiga vazia!”. Eu respondi que a preparação que me tinham dado para fazer era o microlax e não beber água, o que achei estranho.

Tive de voltar à sala de espera e ingerir 1,5 l  de água para encher a bexiga. Às tantas voltei lá porque já sentia a água na bexiga. Mas ainda não estava cheia o suficiente e voltei à sala de espera para beber mais água. De repente, comecei a sentir aquela dor e uma vontade quase incontrolável de ir ao WC verter águas. Fui avisar que estava quase a rebentar e que tinha de ser chamada rapidamente. E assim foi.

Diz o povo que não há 2 sem 3 e que à terceira é de vez.

 

Estes foram os acontecimentos mais emocionantes do meu dia. De resto, está tudo na mesma: mantém-se o calor, os homens continuam iguais e a dar-nos dores de cabeça, o Bóbi está doentinho de novo e a minha vida continua a mesma seca do costume mas desta vez em férias!

Com o calor não apetece fazer nada, é a inércia total...

 

Amanhã há mais blog! Saudações refrescantes!

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